ROTANEWS176 23/05/2026 08:45
RELATO DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO
De São Paulo, a jovem Carol França respira entusiasmo: “Se não há esperança, precisamos criá-la no coração, como Ikeda sensei sempre encoraja”

Reprodução/Foto-RN176 Caroline França da Silva. Na BSGI, atua como responsável pela Juventude Soka da Regional Bristol, RM Cursino, CNSP, CGESP
Receber benefícios ou produzi-los? Essa parece ser uma pergunta aleatória. Mas, para a paulistana Caroline França da Silva, de 26 anos, a resposta não vem antes de uma boa justificativa. “Olha para essa sociedade, que nos coloca para baixo, rouba nossas aspirações e nos impõe modelos e estereótipos. E para os jovens é ainda mais desafiador. Esperar que algo externo lhe ofereça sonhos? Não! Aprendi no budismo que tudo depende de nós, da determinação do nosso coração. Então, nada de esperar cair do céu, é ir à luta e fazer acontecer!”
Com olhos brilhantes e talento para comunicar-se celebrado diariamente, Carol tem consciência de que o fato de estar viva comprova muita luta. Os pais, Celso Franscisco da Silva e Claudete Soares França da Silva, acumularam boa sorte enquanto atuaram na Juventude Soka em suas épocas. “É justamente na hora ‘H’ que o poder do Nam-myoho-renge-kyo se manifesta”, argumenta a mãe de Carol, que teve uma gravidez de risco. A gestação seguiu sem intercorrências até que, no dia de dar à luz, tudo aconteceu: o procedimento seria parto normal, porém, na última hora, o médico decidiu por cesárea. Naquela manhã, um professor de medicina passava pelo setor quando a cena se agravava. O choro aguardado da recém-nascida não veio, e “roxinha”, como relembra a mãe Claudete, a ação dos médicos foi rápida, identificando a falta de ar da passagem do nariz para a garganta. Carol não respirava. Da Unidade de Terapia Intensiva (UTI), entubada por dez dias, até sair de perigo de morte, foram longos 45 dias. Se tivesse sido parto normal, ela não teria sobrevivido, disseram os médicos. Essa ação bem-sucedida contou com um dos maiores especialistas de nariz e garganta de São Paulo que, misticamente, estava no hospital. Foram dez meses, período em que a bebê passou por cinco cirurgias. Os diagnósticos previam que Carol não falaria nem ouviria direito, tendo uma vida limitada. “Não me canso de celebrar a vida, sou falante mesmo. Eu nasci para ser feliz, cumprir uma missão grandiosa, de provar a veracidade dessa poderosa prática da fé.
A cultura como missão
Desde cedo, foi no ambiente Soka que Carol se desenvolveu. Aos 2 anos, ficou intrigada quando, ao pedir para entrar no grupo de dança Taiga da Juventude Soka da BSGI, recebeu um “selinho de compromisso”. Volte daqui a alguns anos, ouviu de uma líder com largo sorriso no rosto. Aos 3 anos, a mãe a colocou num curso de balé e dois anos após integrou oficialmente o Taiga.
O recorte de tempo que mais a emociona é relembrar sua participação no núcleo infantojuvenil do Taiga na Convenção Cultural dos Jovens Monarcas da Nova Era da BSGI, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, SP. O ano era 2009, e quinze anos depois, em 2024, ela estava ali no mesmo local na memorável Convenção Juventude Soka Esperança do Mundo.

Reprodução/Foto-RN176 Na Convenção Juventude Soka Esperança do Mundo (São Paulo, SP, 26 maio 2024)
Agora, como coreógrafa, pôde retribuir às companheiras e, em especial, ao mestre eterno, Daisaku Ikeda, as orientações e os encorajamentos que transformaram sua juventude “quase condenada” numa sucessão de vitórias, conquistadas uma a uma. “Minha gratidão é gigante. Na Gakkai, a gente aprende a brilhar do nosso jeito único. Sou uma jovem empoderada e feliz.”
É dessa forma que Carol criou a consciência de que “A esperança é a gente que faz. Nós é que produzimos os benefícios para nossa vida. O budismo nos dá coragem para isso!”. Ela reforça seu sentimento com as palavras de Ikeda sensei que impactam diretamente em suas atitudes:
A felicidade nasce no coração.
A vitória se desenvolve
no coração.
O futuro é produzido
pelo coração.
Deixemos o sol da coragem
se levantar
em nosso coração
e tornar cada dia
vigoroso e único!1
Compartilhar esperança
Formada em dança, Carol visualizava o curso superior com algo que pudesse também dar forma amplificada à cultura humanística. Decidiu pelas ciências sociais, e pós-graduação em produção cultural. Ela trabalha atualmente numa organização não governamental na área de pesquisa para projetos que envolvem juventude, educação e futuro, entre outros. “Tenho me realizado com esse trabalho, que me deixa na posição de contribuir para nossa sociedade, tal qual nosso mestre eterno sempre nos direciona.”
E o futuro? “Com uma filosofia sólida e libertadora como encontrei na Soka Gakkai, o ‘medinho’ vai embora e entra a coragem e a determinação de realizar nossos objetivos”, reforça Carol. Ela explica que, diante dos objetivos de aprimoramento oferecidos pela Juventude Soka, sempre disse um vigoroso “Sim!”, a exemplo do encontro comemorativo universitário em Manaus, AM, e como integrante da terceira turma da Academia Índigo. “Se olhar para as dificuldades, elas se agigantam. É subir um degrau, encarar e vencer com daimoku.” Com essa convicção, Carol compartilha o budismo com os amigos.

Reprodução/Foto-RN176 Com os pais, Celso e Claudete
“Não tenho a menor dificuldade de falar com as pessoas. Muitos me perguntam de onde vem tanta energia”, sorri orgulhosa, sem baixar a guarda da boa sorte, mantendo firme a prática da fé em casa e atuando nas atividades da regional onde lidera o grupo jovem. Sente-se fortalecida ao integrar a primeira turma da Juventude Soka na Vanguarda (JSV), estímulo à expansão da rede de jovens solidários pela paz. “Cada encontro tem sido revigorante. O mundo está aí, vamos deixá-lo com o brilho de nossa esperança.”
Caroline França da Silva, 26 anos. Bailarina e cientista social. Na BSGI, atua como responsável pela Juventude Soka da Regional Bristol, RM Cursino, CNSP, CGESP.
Nota:
1, Terceira Civilização, ed. 581, jan. 2017, p. 3.
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO










