Importância do exemplo do líder
ROTANEWS176 12/09/2026 08:00
VENCER COM A NOVA REVOLUÇÃO HUMANA DIRETO DA REDAÇÃO DA EDITORA BRASIL SEIKYO=EBS
Esta série traz conteúdos de cada volume do romance Nova Revolução Humana, de autoria do presidente Ikeda

RN176 Desenho artístico de destaque da matéria
O volume 2 da obra Nova Revolução Humana retrata a posse de Shin’ichi Yamamoto1 como terceiro presidente da Soka Gakkai em 1960 e suas viagens incentivando membros pelo Japão, após retornar de sua primeira viagem ao exterior para propagar o budismo.
Seus esforços fizeram os distritos saltarem de 61 para 124 em oito meses. Destaca-se que o objetivo da organização é fortalecer a fé dos membros e que a liderança exige responsabilidade, oração e dedicação. Perder esse propósito torna a organização burocrática; portanto, os líderes devem manter o entusiasmo e a consideração pelo próximo.
Outro tema é a reação diante de desastres naturais. A obra aborda as respostas ao terremoto no Chile em 1960, com impactos no Japão, e ao tufão na Baía de Ise. Shin’ichi e a Soka Gakkai agiram com rapidez, enviando ajuda, montando centros de apoio e encorajando as vítimas. Essas ações baseiam-se no princípio de “estabelecer o ensinamento para a pacificação da terra” e servem de modelo para as atividades de auxílio até hoje.
Escrito em 1994, após a independência espiritual em relação ao clero da Nichiren Shoshu, o volume 2 reafirma o compromisso da Soka Gakkai com as pessoas comuns. Ikeda sensei cita passagens em que Shin’ichi alertava sobre os clérigos autoritários e a necessidade de combater forças que exploram os membros da organização.
Na série “Aprender com a Nova Revolução Humana”, Hiromasa Ikeda, consultor executivo da SGI, comenta o seguinte:
A Soka Gakkai sempre se colocará ao lado do povo. Portanto, com certeza enfrentará perseguições novamente no futuro. Conspirações estarão nos aguardando para tentar nos enredar. O destino da Soka Gakkai, porém, é lutar como o rei leão e triunfar em benefício da eterna prosperidade do povo.2
Capítulo 1
Vanguarda
Resumo
Imediatamente após sua posse como terceiro presidente, Shin’ichi viaja por todo o Japão, incluindo Okinawa, local que ainda não havia retornado ao domínio do Japão, prometendo torná-la uma terra de paz e felicidade.
Trecho de destaque
“Existe uma diferença entre seguidor e sucessor. Seguidores se posicionam na retaguarda, em segurança, longe do combate real e permanecem alienados no tocante às atribulações vinculadas ao ato de desbravar um movimento. É provável que aqueles que meramente seguem a liderança de outra pessoa não consigam cumprir a responsabilidade exigida dos sucessores. Um verdadeiro sucessor deve se colocar na vanguarda e hastear a bandeira da vitória.”3
TERRA DE PAZ Em 18 de julho de 1960, Shin’ichi Yamamoto fez sua primeira viagem a Okinawa, local ainda sob ocupação norte-americana. Ele visitou os antigos campos de batalha da Segunda Guerra Mundial e encerrou o trajeto nos memoriais das Colinas de Mabuni, onde a Batalha de Okinawa terminou. Ali, a busca pela paz iniciada por Josei Toda ganhava força, levando esperança e felicidade aos membros da ilha.
Shin’ichi desejava escrever um romance biográfico sobre as realizações de seu mestre e também precisava cumprir a promessa de atingir 3 milhões de famílias na organização antes do sétimo aniversário de falecimento de Josei Toda. Para ele, uma obra reflete o estado interior do autor; por isso, devia primeiro agir pelo kosen-rufu e pela paz mundial para compreender com fidelidade o espírito do mestre. Após alcançar essa vitória, Shin’ichi concluiu que Okinawa, transformada de cenário de guerra em marco de esperança, seria o local ideal para começar o manuscrito.
Após visitar os monumentos locais, Shin’ichi incentiva os membros da localidade: “Séculos atrás, acalentando a esperança de tornar aquelas ilhas uma ponte com o restante do mundo, o rei de Ryukyu, Sho Taikyu,4 encomendou a confecção do ‘Sino da Ponte para Todos os Países’ e mandou pendurá-lo no salão principal do Castelo de Shuri. O espírito da paz reside em Okinawa. É missão de vocês se colocar na vanguarda da construção de uma ponte para o mundo com esse mesmo espírito”.5
Desastres naturais
Terremoto e tsunami de 1960
Em 22 de maio de 1960, o Chile foi atingido pelo terremoto mais forte já registrado (magnitude 9,5), deixando cerca de 6 mil mortos e 2 milhões de desabrigados. O abalo gerou um tsunami que cruzou o Oceano Pacífico, atingindo o Havaí, as Filipinas e o Japão.

RN176 Desenho artístico ilustrativo da matéria
Com ondas de até 6 metros e sistemas de alerta ainda precários, a costa japonesa sofreu graves inundações, danos à infraestrutura e mais de 140 mortes. O desastre impulsionou o aprimoramento do monitoramento sísmico, dos alertas precoces e do treinamento populacional.6
Tufão Vera (1959)
Em setembro de 1959, o Tufão Vera atingiu a categoria 5 com ventos de até 305 km/h, impactando severeamente a região da Baía de Ise, no Japão. A geografia afunilada da baía e as áreas planas intensificaram a elevação do nível do mar e dificultaram o escoamento, resultando em cerca de 5 mil mortos e desaparecidos e 1,5 milhão de desabrigados. A tragédia motivou a criação da Lei Básica de Contramedidas de Desastres em 1961, fortalecendo a infraestrutura e a gestão de emergências no país.7
Tratado de Segurança entre Japão e Estados Unidos
O Tratado de Anpo (1951) garantiu a presença militar dos Estados Unidos da América no Japão pós-Segunda Guerra Mundial. Em 1960, sua revisão gerou temores de envolvimento japonês na Guerra Fria e de submissão aos americanos. A crise se agravou em 19 de maio de 1960, quando o primeiro-ministro Nobusuke Kishi expulsou a oposição para aprovar o acordo. O ato desencadeou protestos massivos com cerca de 33 milhões de participantes.

RN176 Desenho artístico de ilustração da matéria
Em junho, grandes manifestações tomaram as ruas do país. No dia 10, manifestantes cercaram o carro de diplomatas americanos, episódio conhecido como Incidente Hagerty. Cinco dias depois, uma estudante de 22 anos faleceu durante um protesto diante do Parlamento. Apesar da forte pressão popular que forçou a renúncia de Kishi em 23 de junho, o tratado acabou renovado.8
Capítulo 2
Aprimoramento
Resumo
Shin’ichi dedica-se à promoção de indivíduos indispensáveis ao kosen-rufu. Ele profere orientações em aprimoramentos ao ar livre para as Divisões Masculina e Feminina de Jovens (grupos Suiko e Kayo) e [promove] um curso de aprimoramento de verão.
Trecho de destaque
“A família é um ‘jardim’ na formação de seres humanos de grande valor construído mediante esforços conjuntos de seus componentes. É um oásis de tranquilidade e revitalização, que restaura a energia e o vigor para se enfrentar um novo dia. Também pode ser descrito como o solo no qual se cultiva o caráter humano.”9

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Em 22 de julho de 1960, na Segunda Convenção da Divisão Feminina, realizada em Tóquio, Shin’ichi discorreu sobre a batalha interior constante que devemos travar contra a estagnação. Ele falou sobre a sua vivência na juventude: “O período de luta angustiante de Toda senseipara reerguer seus negócios após a guerra também foi a época mais penosa de minha vida. Minha saúde era extremamente debilitada, meu salário estava continuamente atrasado e eu me esforçava além do limite dia após dia. Certa vez, deixei escapar algumas palavras de derrotismo na presença de Toda sensei. Nunca me esquecerei da repreensão severa dele: ‘Shin’ichi’, disse ele, ‘fé é uma batalha interminável contra impasses. É uma luta entre o Buda e as funções demoníacas; entre as forças negativas e as positivas. Esse é o significado da frase ‘O budismo se refere à vitória’’. Todos encontram um impasse em algum ponto da vida. Uns podem se ver sem saída no trabalho. Um casal talvez se veja num impasse no relacionamento e alguns no que diz respeito à criação dos filhos, ao relacionamento com outras pessoas, nas atividades de propagação, ou no estudo dos ensinamentos budistas. O poder do Gohonzon, porém, é imensurável, tão vasto quanto o próprio Universo. Nossa vida também possui um potencial infinito. Tudo depende do fato de permitirmos ou não que nossa determinação entre num impasse. Se compreendermos verdadeiramente esse ponto, o caminho da vitória já estará aberto”.10
Ele finalizou: “Caso se sintam de mãos atadas, lancem o desafio de superar a própria fraqueza, invocando o grande poder da fé. Toda sensei dizia que é assim que se ‘descarta o transitório para revelar o verdadeiro’ em nossa vida. No longo curso de nossa vida, ocasionalmente podemos sentir vontade de desistir da fé e simplesmente nos divertir, livres de qualquer responsabilidade. Ou podemos ficar doentes ou mergulhar no sofrimento pela morte de alguém que amamos. Essa é a nossa luta contra os obstáculos dos desejos mundanos, da doença e morte. A relevância máxima do budismo repousa em sobrepujar tais impasses recitando daimoku, alcançar um estado de felicidade absoluta e consolidar a vida mais significativa possível. Portanto, espero que, quando encontrarem uma dificuldade, a considerem uma luta contra um impasse, um embate contra obstáculos e, decidindo que esse é o momento de vencer, construam seu caminho na vida, desafiando o destino de frente”.11
Capítulo 3
Empenho Corajoso
Resumo
Logo após retornar das Américas do Norte e do Sul, Shin’ichi participa de reuniões de fundação de diversos distritos no Japão, incluindo Chiba.
Trecho de destaque
“As visitas familiares e as orientações individuais são atividades que consomem tempo e são quase invisíveis aos olhos dos outros, mas servem para nutrir as ‘raízes’ da fé. A árvore só consegue crescer em direção ao céu e produzir galhos e folhas verdejantes quando suas raízes se expandem profundamente no solo. (…) Mais ou menos da mesma maneira, a fonte de todo progresso no âmbito do kosen-rufuconsiste em compartilhar dos sofrimentos dos membros, responder as perguntas deles para livrá-los de quaisquer dúvidas, e possibilitar que eles se empenhem na fé com alegria e cheios de convicção e esperança. Propagamos o budismo para conduzir outras pessoas à felicidade. Nesse sentido, é vital proporcionar aos novos membros orientações individuais sobre a fé. Como líderes, devem se perguntar constantemente: quantas pessoas na minha comunidade, bloco ou unidade se levantaram resolutamente na fé e estão recebendo benefícios? — esse é um ponto crucial a ser lembrado.”12
A FÉ SE MANIFESTA NAS AÇÕES
Em 9 de novembro de 1960, depois da reunião de fundação do Distrito Kofu, Shin’ichi realiza um diálogo com um pequeno grupo de pessoas e responde às perguntas de uma integrante da Divisão Feminina de Jovens.
Ela, então, pergunta: “Minha mãe não pratica. Por isso, sempre que volto para casa e vejo o rosto dela, minha alegria diminui. O que devo fazer?”.
Shin’ichi responde: “Praticamos o Budismo de Nichiren Daishonin para tornar nosso lar radiante e alegre. Que sentido há, então, em você voltar para casa e ficar taciturna e desanimada? Além do mais, se quiser que sua mãe comece a praticar este budismo, terá de mudar. Você pode pregar a doutrina budista altivamente para a sua mãe quanto desejar, mas a verdade é que ela sempre a verá apenas como filha. Portanto, em vez de gastar tempo ministrando sermões para ela, será muito mais válido se tornar uma filha tão doce e atenciosa, que a deixe realmente impressionada. Por exemplo, se viajar para Tóquio para participar de uma reunião de líderes ou algo assim, deve ser amável o bastante para comprar uma pequena lembrança para ela. E, ao chegar a casa, poderia cumprimentá-la respeitosamente e expressar sua sincera gratidão por ter cuidado de tudo enquanto você esteve fora”.13 E assegurou-lhe: “A fé não tem nada de extraordinário. Suas ações e conduta diárias são manifestações da fé. Se você se tornar uma filha de quem sua mãe realmente possa se orgulhar, a ponto de afirmar: ‘Ela está se saindo realmente muito bem. Tenho tanto orgulho dela!’, garanto-lhe que ela abraçará a fé. A imagem que sua mãe tem de você determinará se conseguirá fazê-la iniciar a prática”.14
Capítulo 4
Estandarte do Povo
Resumo
Shin’ichi faz viagens de orientações às regiões de Tohoku, Kyushu, Kansai e Chugoku e discute a importância do ambiente familiar para a educação.
Trecho de destaque
“Assim como a velocidade de aproximação determina a potência de salto do atleta, a vitória ou derrota nas atividades em prol do kosen-rufu são definidas pelo rigor dos preparativos. No momento que o atleta se lança no ar, o resultado já está praticamente definido.”15
CUMPRIR AS PROMESSAS Após a sua nomeação como presidente da Soka Gakkai, Shin’ichi passou a devotar todo o seu tempo disponível à nobre missão de concretizar o kosen-rufu. Por conta dessa intensa rotina de trabalho e tarefas diárias, era extremamente raro encontrar momentos livres para desfrutar ao lado da sua esposa e de seus filhos pequenos. Contudo, ele manteve sempre a firme determinação de cumprir cada uma das promessas que fazia às crianças. Como tinha o sincero desejo de jantar reunido com toda a família pelo menos uma ou duas vezes ao longo do ano, havia prometido encontrar-se com eles em alguma noite. Entretanto, os seus constantes deveres e compromissos o impossibilitavam de retornar ao lar a tempo. Sendo assim, Shin’ichi estabeleceu que o encontro familiar aconteceria num restaurante perto da sede.
Ele relata: “No dia marcado, contudo, surgiram várias providências, instruções e acertos inesperados a serem deliberados e o acréscimo de uma reunião à noite em sua agenda. Restaram-lhe apenas vinte ou trinta minutos para se dirigir ao restaurante, jantar com sua família e retornar à sede. Mesmo assim, Shin’ichi foi ao encontro deles. Pôde passar só cinco ou dez minutos com eles antes de ter de se levantar e ir embora. A confiança entre pais e filhos inicia-se pelo ato de cumprir promessas. Certamente, algumas vezes, as promessas inevitavelmente são quebradas. Mas quando os pais se empenham sinceramente para fazer valer aquele trato de alguma forma, a criança compreende e aprecia esse esforço. É isso que edifica laços de confiança.
Ao observar Shin’ichi tendo de ir embora apressadamente, Mineko disse às crianças: ‘Papai é tão atarefado que, na verdade, não tinha tempo para estar conosco, mas manteve a promessa e fez o que pôde para vir aqui mesmo só um pouquinho. Temos muita sorte, não é?’. Um trabalho de equipe bem entrosado entre marido e mulher constitui uma parte importante da criação dos filhos”.16
- Shin’ichi Yamamoto: Pseudônimo do presidente Ikeda no romance Nova Revolução Humana. / 2. Brasil Seikyo, ed. 2.480, 24 ago. 2019, p. 14. / 3. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 2, p. 23, 2019. / 4. Rei Sho Taikyu (1415–1460): Sexto rei da dinastia Ryukyu. Sob o reinado dele, as Ryukyus (ilhas de Okinawa) praticaram um comércio ativo com os países asiáticos vizinhos. O “Sino da Ponte para Todos os Países”, encomendado por ele, era feito de bronze e tinha 154,5 cm de altura e pesava cerca de 600 kg. / 5. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 2, p. 73, 2019. / 6. Disponível em: ncei.noaa.gov. Acesso em: 2 set. 2026. / 7. Disponível em: alchetron.com Acesso em: 2 set. 2026. / 8. apjjf.org/ 9. IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 2, p. 77, 2019. / 10. Ibidem, p. 82. / 11. Ibidem. / 12. Ibidem, p. 147. / 13. Ibidem, p. 176. / 14. Ibidem. / 15. Ibidem, p. 274. / 16. Ibidem, p. 279.
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS



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