Incentivos que transformam
ROTANEWS176 08/08/2026 08:20
CONEXÃO JUVENTUDE SOKA

Reprodução/Foto-RN176 Francielle Manzoni de Sá
Conheça a história de vida da jovem Francielle Manzoni de Sá, integrante da Juventude Soka da RM Campo Grande Centro Norte, CGRE, que, por meio da prática budista e apoiada pela família Soka, enfrentou seus maiores desafios, conquistou benefícios e hoje está determinada a proteger e incentivar as pessoas.
Meu nome é Francielle, nasci em Pirassununga, interior de São Paulo. Sou filha de pais muito jovens, que se separaram quando eu ainda era pequena. Por isso, cresci entre os estados de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, sendo criada pelos meus avós. Com eles, aprendi o verdadeiro significado do amor e do cuidado, mas também cresci em um ambiente de princípios rígidos, em que muitas decisões eram tomadas em função da religião da minha família. Com o passar dos anos, esses ensinamentos começaram a despertar questionamentos em mim e assim deixei de praticar qualquer religião.
Aos 24 anos, morei em São Sebastião, litoral de São Paulo, onde conheci o Budismo de Nichiren Daishonin. Na ocasião, trabalhava e cursava fisioterapia como bolsista integral, passando por grandes dificuldades financeiras, físicas e emocionais. Ainda assim, acreditava que a educação mudaria meu destino e viajava diariamente para a faculdade mesmo vivendo com medo, frio, fome e perigo.
Desde o início da prática, estava convencida da importância da fé. No entanto, tomada por depressão e ansiedade, às vezes não conseguia orar. Nesses momentos, fui protegida pelo Gohonzon e pela Soka Gakkai. E foi assim que compreendi o espírito de mestre e discípulo.
Quando não conseguia participar das reuniões, os líderes iam até a minha casa. Eles me incentivavam e cuidavam de mim, inclusive oferecendo carona, alimentação e apoio. Jamais me esquecerei das pessoas que encontrei e da minha família do coração.
Após oito anos, concluí a faculdade e me mudei para Mato Grosso do Sul, levando uma mala e muita determinação. Recomecei do zero, consegui um emprego, fui aprovada em residência hospitalar e consagrei meu Gohonzon.
Quando tudo parecia entrar nos trilhos, eu me vi dentro de um hospital atuando na linha de frente da pandemia de Covid-19. Enquanto lutava para salvar vidas, também lidava com meus próprios medos. Foi nesse período que aprendi uma grande lição: praticar o budismo não significa viver sem sofrimentos. Significa desenvolver uma condição de vida capaz de jamais ser derrotada por eles.
Em 2023, vivenciei uma das maiores comprovações da minha prática. As circunstâncias da vida me afastaram da relação com minha mãe, mas eu sabia do sofrimento dela. Sempre que podia, falava-lhe sobre o budismo, contudo, ela parecia não ouvir. Na época, uma veterana me deu um conselho que nunca esqueci: “O mais importante é comprovar o budismo com a sua própria vida”. Minha mãe precisou passar por uma cirurgia de urgência, então, momentos antes, pedi-lhe que apenas ouvisse um áudio meu recitando daimoku. A cirurgia foi um sucesso. Meses depois, ao convidá-la para uma visita ao Centro Cultural Campestre (CCCamp), em Itapevi, SP, descobri que, desde aquele dia, ela continuava recitando. Perguntamos a ela se gostaria de receber o Gohonzon e, para minha alegria, ela aceitou.
Com o tempo, superei as dificuldades financeiras, a desarmonia familiar, meus medos e inseguranças. Casei-me e viajei ao Japão para recitar gongyo no Auditório do Grande Juramento pelo Kosen-rufu (Daiseido) e reafirmar meu juramento seigan.
Hoje, tenho vivido com muita alegria, mas também enfrentado novos desafios. O maior deles é a saúde. A ansiedade continua presente, mas minha decisão é de jamais ser refém dessa questão e permanecer na órbita da Soka Gakkai, estudando o budismo e atuando como líder da Juventude Soka no Distrito Monte Castelo e como secretária do grupo Cerejeira da Sub. Mato Grosso do Sul.
Hoje entendo que este é o momento de saldar minhas dívidas de gratidão, fazendo pelas pessoas o que um dia fizeram por mim. Essa é minha decisão como Jovem Soka: proteger os membros e a organização como fui protegida.
Concluo meu relato compartilhando com vocês um trecho da Nova Revolução Humana, obra escrita pelo presidente Ikeda.
Shin’ichi expôs sua própria percepção sobre o significado de juventude:
— Considero a juventude uma época de extrema sensibilidade emocional, um período de incertezas e insegurança em face das aparentes infinitas possibilidades. Quanto maiores os nossos sonhos, maior nossa ansiedade. Pode parecer que vocês sejam fracas e que se magoem facilmente, mas esse não é realmente o caso. Dentro dos jovens reside a vitalidade e a força para superar qualquer obstáculo. Tenham certeza disso.
Prosseguiu:
— Pode haver ocasiões em que experimentem emoções extremas que as levem a perder o chão e cair. Mas sempre haverá, nas profundezas de seu ser, a força para se levantar e vencer o desespero. Esse, eu declaro, é o verdadeiro significado, bem como privilégio especial, da juventude (…). A juventude é uma época de ilimitada alegria, mas também de dificuldades emocionais. Com certeza, vocês lutarão contra as adversidades. Desejo que nunca se esqueçam de que existem dois lados na mesma moeda. Se continuarem dando o melhor de si com essa consciência, desfrutarão de uma juventude maravilhosa e brilhante.1
Nota:
- IKEDA, Daisaku. Nova Revolução Humana. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. 17, p. 102-103, 2022.
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS



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