O que causa alopecia? Veja os principais fatores por trás da queda capilar

ROTANEWS176 25/03/2026 10:03

Entenda a doença autoimune que causa a queda repentina de cabelo e pelos, como no caso recente de Karina Lucco.

Reprodução/Foto-RN176 Confira os fatores que causam a alopecia – Shutterstock

A queda de cabelo é um tema que gera muitas dúvidas e preocupação. Recentemente, o diagnóstico de Karina Lucco, mãe do cantor Lucas Lucco, trouxe o assunto à tona.

Ela revelou sofrer de alopecia areata, uma condição que provoca a perda de fios de forma abrupta. Mas, afinal, o que causa esse problema e como identificá-lo?

A alopecia areata é uma doença inflamatória e autoimune. Isso significa que o sistema imunológico ataca o próprio corpo.

Nesse caso, ele atinge os folículos pilosos, impedindo a formação do pelo.

O resultado são falhas circulares, principalmente no couro cabeludo, que surgem sem aviso prévio.

Os principais gatilhos da alopecia 

Embora a causa exata seja o ataque do sistema imune, alguns fatores funcionam como “gatilhos” para a doença.

A condição não é contagiosa e pode afetar qualquer pessoa, independente de idade ou sexo. Os principais influenciadores são:

  • Genética: Histórico familiar aumenta as chances de desenvolver a condição.
  • Estresse: Grandes traumas emocionais podem disparar o quadro.
  • Infecções: Algumas doenças podem confundir o sistema de defesa do corpo.
  • Outras doenças autoimunes: Quem já possui condições como vitiligo ou diabetes tipo 1 tem maior risco.

Quando a queda de cabelo é sinal de alerta?

Perder cerca de 100 fios de cabelo por dia é considerado normal. No entanto, se você notar clareiras no couro cabeludo, falhas nas sobrancelhas ou nos cílios, é hora de ligar o alerta.

O diagnóstico costuma ser clínico, feito diretamente no consultório dermatológico. O médico avalia a distribuição das falhas.

Em casos específicos, pode ser necessária uma biópsia de pele para confirmar a alopecia e descartar outras doenças.

Tratamentos e cuidados

Atualmente, os tratamentos buscam controlar a inflamação e estimular o crescimento dos fios. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), as opções incluem:

  1. Medicamentos tópicos: Uso de minoxidil e corticoides diretamente na área.
  2. Injeções: Aplicação de corticoides nas falhas do couro cabeludo.
  3. Terapias combinadas: Medicamentos orais para casos mais extensos.

É importante ressaltar que o tratamento ajuda a conter a queda, mas as falhas podem retornar se o uso for interrompido sem orientação.

Autoestima e superação

A alopecia mexe profundamente com o emocional. Karina Lucco compartilhou que raspou a cabeça após o diagnóstico como um processo de desapego e decisão.

“Eu jamais imaginei que passaria por isso”, desabafou nas redes sociais. O acompanhamento psicológico pode ser um aliado essencial junto ao tratamento médico.

FONTE: SAÚDE EM DIA