Quais são as redes de supermercado que mais faturam no Brasil? Veja ranking

ROTANEWS176 04/05/2026 09:25

Varejo alimentar movimentou R$ 1,145 trilhão em 2025, equivalente a 9% do PIB; Carrefour lidera, seguido por Assaí e Grupo Mateus; veja a lista completa das maiores redes do país.

RN176 Grupo Carrefour Brasil é líder no varejo alimentar brasileiro, com faturamento de R$ 123,6 bilhões em 2025, atuando com hipermercados, atacarejo (Atacadão) e serviços financeiros

Em 2025, o varejo alimentar brasileiro teve um ano expressivo: R$ 1,145 trilhão em faturamento, fatia equivalente a 9,02% do Produto Interno Bruto (PIB). O crescimento foi de 7,32%, em termos nominais, e de 3,68%, em termos reais.

Os dados são do Ranking Abras 2026, divulgado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras) em parceria com a NielsenIQ, Sebrae e Receita Federal, e cobrem diferentes formatos – atacarejos, supermercados convencionais, hipermercados, lojas de vizinhança, conveniência, micro e pequenas empresas, mercearias e marketplace.

O setor emprega cerca de 9 milhões de pessoas de forma direta e indireta e opera em mais de 439 mil lojas espalhadas pelo país, atendendo cerca de 30 milhões de consumidores por dia. Para o presidente da Abras, João Galassi, o momento é de virada: “O varejo alimentar vive um novo ciclo de crescimento, com ganhos de eficiência, inovação e proximidade com o consumidor.”

O autosserviço (supermercados e hipermercados tradicionais) segue dominante, mas o atacarejo avança com força. Veja como cada formato contribuiu para o total de R$ 1,145 trilhão:

  • Autosserviço: R$ 563,6 bilhões (49%)
  • Atacarejo: R$ 327,7 bilhões (29%)
  • Micro e pequenas empresas (Simples): R$ 167,1 bilhões (15%)
  • Mercearia: R$ 79,4 bilhões (7%)
  • Marketplace: R$ 7,3 bilhões (1%)

As maiores redes de supermercado do Brasil

  1. Carrefour Brasil (SP): R$ 123,6 bilhões
  2. Assaí Atacadista (RJ): R$ 84,7 bilhões
  3. Grupo Mateus (MA): R$ 43,6 bilhões
  4. Supermercados BH (MG): R$ 25,7 bilhões
  5. GPA/Pão de Açúcar (SP): R$ 20,6 bilhões
  6. Irmãos Muffato (PR): R$ 20,4 bilhões
  7. Grupo Pereira (SP): R$ 17,5 bilhões
  8. Mart Minas / Dom Atacadista (MG): R$ 12,5 bilhões
  9. Novo Mateus (PE): R$ 12,5 bilhões
  10. Koch Hipermercado (SC): R$ 12,9 bilhões
  11. Rede Smart Supermercados (MG): R$ 11,8 bilhões
  12. Cencosud Brasil (SP): R$ 10,0 bilhões
  13. Plurix (SP): R$ 9,6 bilhões
  14. DMA Distribuidora (MG): R$ 8,9 bilhões
  15. Companhia Zaffari (RS): R$ 8,8 bilhões
  16. Tenda Atacado (SP): R$ 8,0 bilhões
  17. Savegnago Supermercados (SP): R$ 8,0 bilhões
  18. Costa Atacadão / Grupo JC (GO): R$ 7,8 bilhões
  19. Comercial Zaffari (RS): R$ 6,8 bilhões
  20. Atacadão Dia a Dia (DF): R$ 6,7 bilhões

Juntas, as cinco maiores redes somaram R$ 298,2 bilhões – pouco mais de um quarto de tudo que o setor movimentou no ano.

O Carrefour Brasil manteve a liderança com folga, faturando quase R$ 39 bilhões a mais que o segundo colocado. O Assaí Atacadista consolidou a segunda posição – resultado que reflete a ascensão do modelo atacarejo nos últimos anos, impulsionado por consumidores em busca de preço mais baixo e compras em maior volume. As 20 maiores redes juntas somaram R$ 460,7 bilhões em faturamento.

Setor em transformação: tecnologia, retail media e IA

Além dos números de faturamento, o Ranking Abras 2026 traz um retrato do nível de digitalização do setor. Quase metade das empresas (49,9%) já utiliza tecnologias digitais ou automatizadas nas lojas físicas – o self checkout lidera as implementações, presente em 77,2% das que adotaram alguma solução tecnológica, seguido por monitoramento por câmeras em tempo real (32,1%) e sistemas antifurto eletrônicos (28,5%).

O chamado retail media – a prática de vender espaços publicitários dentro do próprio varejo, sejam físicos ou digitais – também avança: 48% das redes já realizam ações nessa área, e mais de um terço das empresas o enxerga como uma nova alavanca estratégica de rentabilidade, não apenas como fonte complementar de receita.

Já a inteligência artificial ainda engatinha no setor: apenas 21% das empresas afirmam usá-la de forma ativa, principalmente em marketing (60,4%), vendas (48,1%) e gestão financeira (37,7%).

FONTE: ISTOÉ DINHEIRO