Que ano fantástico, vencemos em tudo!
ROTANEWS176 10/10/2026 08:45
MATÉRIA DA DIVISÃO SÊNIOR
Por Divisão Sênior da BSGI

Reprodução/Foto-RN176 Participantes do Encontro Comemorativo dos Sessenta Anos da Divisão Sênior, realizado no Centro Cultural Dr. Daisaku Ikeda (São Paulo, SP, ago. 2026)
Inestimáveis pilares de ouro Soka, desejamos que todos estejam desfrutando muita energia e disposição.
Parece que foi ontem que iniciamos 2026, fazendo planos, estabelecendo metas e imaginando tudo o que o novo ano poderia trazer. De repente, estamos em outubro, no último trimestre do ano. Então, sem percebermos, já estaremos falando em Gongyo de Ano-Novo e nos objetivos para 2027. Janeiro parece que foi há poucos dias, mas ficaram para trás tanto acontecimentos quanto momentos bons e desafios que enfrentamos juntos. E 2026 não está sendo um ano qualquer! No meio do ano, o futebol parou o planeta com a Copa do Mundo; em agosto, comemoramos os sessenta anos da Divisão Sênior (DS).
Mas o mais importante é o que ainda está por vir! Ainda há tempo para conquistarmos nossas vitórias, seja na vida pessoal, seja em nossas organizações. Especialmente, ainda há tempo para incentivarmos nossos queridos companheiros a vencer suas circunstâncias e a ser felizes com base na prática da fé.
Na Nova Revolução Humana, obra de sua autoria, Ikeda sensei, ao responder a uma pergunta feita por um jovem do grêmio de beisebol da Universidade Soka, revela um ponto de reflexão fundamental e que tem tudo a ver com esta época do ano.
— Numa partida, quando nosso time estiver tendendo à derrota, o que devemos fazer?
— Nessa hora, o mais importante é renovar a disposição dos jogadores. Para isso, vocês devem se reunir no campo na primeira oportunidade, renovar a disposição de vencer e de se esforçar ao máximo. Isso é válido também para as questões da vida diária.
Na verdade, a derrota acontece antes do jogo, isto é, quando somos derrotados por nós mesmos. Não sejam influenciados pelas pressões do time adversário nem pelas condições circunstanciais. É nessa hora que devem mudar a disposição e renovar o espírito de luta como bons esportistas.1
Estamos em outubro, mês de fundação da nossa amada BSGI e o período em que Ikeda sensei partiu para sua primeira viagem ao exterior em prol da paz mundial. É um mês que reflete a coragem e o espírito desbravador do nosso eterno mestre, presidente Ikeda.
Com o mesmo sentimento do Mestre, ao bradar “Contudo, eu irei”, de manter firme sua determinação de vir ao Brasil, que tal reunirmos, na primeira oportunidade, a seleção de pilares de ouro da nossa organização de base e renovarmos a decisão de vencer ainda mais? Vamos vencer em todos os aspectos essenciais do nosso movimento, como no shakubuku, nas visitas familiares, no Kofu e na reunião de palestra, conscientes de que essas vitórias, somadas, constituem a causa da vitória em tudo.
Ainda há encontros para acontecer, sonhos para concretizar, pessoas para abraçar, momentos para aproveitar e kosen-rufu para construir.
O tempo realmente passa rápido, mas, como pilares de ouro, não podemos nos permitir sermos derrotados antes do jogo. Assim como aprendemos com o tema da atividade comemorativa dos sessenta anos da Divisão Sênior, “Conduza uma vida da qual se orgulhe!”, vamos juntos aproveitar, da melhor forma, o que ainda temos pela frente: reforçar o daimoku, valorizar quem caminha conosco e chegar ao fim de 2026 com a sensação de que vivemos de verdade e com grande orgulho em cada etapa dessa jornada.
Em vez de dizermos “Nossa, como passou rápido… parece que foi ontem que o ano começou”, passemos a dizer “Que ano fantástico, venci em tudo! Foi o melhor ano da minha vida!”.
Divisão Sênior da BSGI
Nota:
1. Brasil Seikyo, ed. 1.862, 7 out. 2006, p. A11

Reprodução/Foto-RN76 Foto de destaque da mateéria
DS de comprovação
Sem jamais duvidar
Roberto de Carvalho da Silva Junior é responsável pelo Bloco Portuguesa, Comunidade Aeroporto, Distrito Galeão, RM Ilha do Governador, CRO, CGERJ.
Meu nome é Roberto de Carvalho da Silva Junior e pratico o Budismo de Nichiren Daishonin há dez anos, desde que o conheci por intermédio da minha esposa. Aprendi que os problemas são, na verdade, oportunidades para transformar a vida por meio do Nam-myoho-renge-kyo.
Sonhávamos em ter um filho. Em 2021, nasceu Benício, supersaudável. Porém, no fim de agosto e início de setembro do ano passado, começou a apresentar mudanças de comportamento. Pensamos até em procurar ajuda psicológica.
No dia 24 de setembro, minha esposa levou Benício a uma aula experimental de jiu-jitsu. Não era o dia de treino. No entanto, o professor permitiu que ele brincasse no tatame. Durante a atividade, Benício caiu e passou a reclamar de muita dor. Corremos para o hospital.
Após exames, os médicos identificaram uma massa na região do rim e recomendaram um hospital com equipe especializada. A princípio, pensamos ser efeito da queda, mas depois soubemos que era um tumor. Graças à minha esposa ter ido “no dia errado”, descobrimos a doença. Por isso, a notícia abalou nossa família, porém, decidimos não ser derrotados, orando intenso daimoku.
Decorridas quase duas semanas de exames, veio o diagnóstico: tumor de Wilms. A indicação era realizar quatro sessões de quimioterapia antes da cirurgia. O medicamento necessário não estava disponível no país, mas nos foi oferecido por uma família que não precisou utilizá-lo. Ainda não sabíamos como pagar. Orando mentalmente daimoku, ao chegar ao trabalho conferi minha conta bancária e encontrei exatamente o valor necessário para a compra, resultado da grande corrente de apoio formada por familiares e amigos.
Após as quatro sessões de quimioterapia, o tumor reduziu de 14 cm para 6 cm. Em 18 de novembro, Benício passou por cirurgia para retirada do rim direito e do tumor. Depois foram necessárias mais doze sessões ainda mais fortes.
Cada ciclo concluído era uma vitória. Benício não teve febre, não precisou ser internado nem recebeu transfusão. Uma das médicas dele chegou a dizer que gostaria que todos os pacientes fossem como ele.
Em 27 de agosto, Benício tocou o tão sonhado sininho com o fim da quimioterapia. Vitória!
Agradeço aos companheiros, à minha família e à minha esposa por tudo. E, principalmente, ao meu filho, que me proporcionou a enorme oportunidade de transformar minha vida. Agradeço também ao sensei por ter trazido este maravilhoso budismo ao Brasil.
Trago na vida este trecho do Gosho que diz:
Mesmo que alguém errasse ao apontar para a terra, ou fosse capaz de atar o firmamento; mesmo que o fluxo e o refluxo da maré cessassem; e o Sol nascesse no oeste, jamais ocorreria de as orações do devoto do Sutra do Lótus ficarem sem resposta.1
Muito obrigado!
Nota:
1. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 362, 2020.
FONTE: EDITORA BRASIL SEIKYO=EBS



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