ROTANEWS176 11/06/2026 20:55
Por Telinha Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Rã-touro exótica preocupa ecossistemas de Florianópolis; 11 exemplares foram capturados em Ratones desde novembro de 2025, com monitoramento e análises de patógenos

RN176 Rã-touro exótica gigante originário da América do Norte
A rã-touro exótica, Aquarana catesbeiana, foi registrada pela primeira vez em Florianópolis, no bairro Ratones, em outubro de 2025. O animal é considerado invasor de alto risco, com potencial de impactar ecossistemas locais. Equipes de monitoramento seguem acompanhando o caso.
A espécie, originária da América do Norte, chegou ao Brasil na década de 1930 para abastecer criadouros de carne. Desde então, tem se espalhado por habitats naturais em várias regiões, inclusive Santa Catarina, onde figura na lista de fauna exótica invasora.
Pesquisadores ressaltam que a rã-touro pode atingir mais de 20 cm e comer peixe, anfíbio, répteis e mamíferos pequenos. O tamanho facilita competição por recursos e ocupação de habitats usados pela fauna nativa, elevando o risco ecológico.
Origem e situação atual
Em Ratones, a presença foi identificada por meio de ações de campo entre novembro de 2025 e março de 2026. Até o momento, 11 exemplares foram capturados e encaminhados para exames laboratoriais, incluindo detecção de possíveis patógenos.

RN176 Ela é estadunidense, abrangendo o sul do Canadá, os Estados Unidos com expansão no leste e sul e o norte do México com uma espécie de anfíbio originária da América do Norte que foi introduzida no Brasil em 1935 para fins de criação comercial
Fábio Henrique Machado, presidente da Floram, enfatiza a estratégia de detecção precoce e resposta rápida. O objetivo é mapear ocorrência, entender impactos e orientar decisões em parceria com instituições e comunidade.
Riscos e medidas de gestão
A rã-touro é uma das maiores espécies de anfíbios, com alimentação muito variada e capacidade de deslocamento eficiente. O tamanho favorece a predação de espécies nativas e a competição por alimento e abrigo.
Pesquisadores destacam também a ameaça de disseminação de doenças que afetam anfíbios, peixes e répteis. O monitoramento contínuo busca reduzir impactos e orientar ações de manejo ambiental na região.
FONTES: TELINHA E RN176










