SGI reforça campanha contra armas autônomas

ROTANEWS176  08/08/2026  08:40

NOTÍCIA DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL SEIKYO SHIMBUN=JSS

Por Seikyo Shimbun

Reprodução/Foto-RN176 Primeira Comissão da Assembleia Geral das Nações Unidas realizada entre outubro e novembro de 2025, na sede da ONU, em Nova York. A SGI, em cooperação com a campanha “Stop Killer Robots” (“Parem os Robôs Assassinos”) e outras organizações, levou a voz da sociedade civil ao debate. Foto: Seikyo Press

Diante dos conflitos em curso que têm acelerado o desenvolvimento e a implantação de armamentos baseados em tecnologias emergentes, como a inteligência artificial (IA), a Soka Gakkai Internacional (SGI) declarou apoio à regulamentação dos Sistemas de Armas Autônomas (AWS, na sigla em inglês). O documento defende ainda a proibição dos sistemas projetados para selecionar e atacar alvos humanos.

O diretor-executivo do Centro de Paz da SGI, Hirotsugu Terasaki, declarou: “Recebemos com satisfação o foco das negociações para garantir um ‘controle humano significativo’ sobre as armas autônomas. Há uma compreensão crescente de que decisões sobre a vida e a morte nunca devem ser deixadas apenas para as máquinas”.

Com base no princípio budista do respeito pela dignidade da vida, a SGI tem alertado constantemente que as armas autônomas reduzem as pessoas submetidas a ataques a simples “dados”. Essa eliminação digital da humanidade pode banalizar a perda de vidas e o imenso sofrimento inerente à guerra. A organização destaca ainda o perigo de que algoritmos de IA não só reflitam preconceitos sociais existentes, como também os ampliem. Sistemas de perfilamento podem levar indivíduos a ser escolhidos como alvos com base em suposições arbitrárias sobre determinados grupos.

O presidente da SGI, Dr. Daisaku Ikeda, foi um dos primeiros a defender a regulamentação dessas armas, quando elas ainda eram consideradas uma ameaça hipotética. Em 2014, ele advertiu:

Essas armas, ao receber um comando de ataque, prosseguem a matar sem hesitação de forma automática, incólumes a qualquer ponderação de ordem moral. Também reiterei a necessidade urgente de proibir tais armas e criar estrutura que impeça seu desenvolvimento ou implantação para prevenir a ocorrência de atrocidades.1

Na sessão do Grupo de Especialistas Governamentais, realizada em março de 2026, setenta países apoiaram o início das negociações para a criação de um instrumento juridicamente vinculante. A sessão final ocorrerá de 31 de agosto a 4 de setembro de 2026 e a SGI espera que o relatório do grupo para a Conferência de Revisão da Convenção das Nações Unidas sobre Armas Convencionais (CCW), prevista para novembro, apresente um caminho para o início das negociações de um tratado que inclua a proibição de armas autônomas antipessoais.

Esta é a terceira declaração emitida pelo Comitê de Perspectivas Globais da SGI, que apresenta propostas para enfrentar os de­safios globais urgentes e dar continuidade às ideias defendidas por Daisaku Ikeda em suas Propostas de Paz. (Publicada no Seikyo Shimbun do dia 23 de julho de 2026)

Nota: 1. Terceira Civilização, ed. 609, maio 2019, p. 49.

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS

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