ROTANEWS176 23/06/2026 13:30
Por Julinho Bittencourt

Reprodução/Foto-RN176 0“Ou dá ou desce”: rede resgata vídeo de Edir Macedo ensinando extorquir fiéis após ação da PF
A deflagração da Operação Miragem pela Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (23), contra o Banco Digimais, controlado pelo bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus, provocou a repercussão de um antigo vídeo em que o religioso orienta integrantes da cúpula da igreja sobre arrecadação de recursos e afirma: “ou dá ou desce“.
A operação investiga supostos crimes contra o sistema financeiro nacional e resultou no bloqueio de até R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados. Segundo a Polícia Federal, mais de 50 agentes cumpriram nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo.
“Mais de 50 policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São Paulo. A decisão judicial também autorizou o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, além do sequestro e bloqueio de bens e valores de até R$ 670 milhões”, informou a PF em nota.
Ou dá ou desce
Com a divulgação da operação, usuários das redes sociais resgataram um vídeo em que Edir Macedo aparece orientando bispos da Igreja Universal sobre a necessidade de ampliar a arrecadação. Na gravação, que voltou a circular na internet, o líder religioso utiliza a expressão “ou dá ou desce”, interpretada por críticos como uma cobrança por resultados financeiros dos integrantes da igreja.
De acordo com a Polícia Federal, as investigações tiveram como base relatórios do Banco Central e apontam que os suspeitos teriam manipulado demonstrativos contábeis e registros regulatórios para ocultar a real situação financeira do Banco Digimais, transmitir uma imagem de solvência aos órgãos de fiscalização e viabilizar operações consideradas irregulares.
Os crimes
Em comunicado, a PF afirmou que os envolvidos poderão responder, de acordo com suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas pela legislação.
“Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e realização de operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986, que define os crimes contra o Sistema Financeiro Nacional”, diz a corporação.
Além das buscas, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. Até o momento, Edir Macedo e o Banco Digimais não haviam se manifestado publicamente sobre a operação.
FONTE: REVISTA FÓRUM










