A cidade imaginária

ROTANEWS176 18/07/2026 09:05

HISTÓRIA ILUSTRADAS  DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS

Essa parábola budista aborda a relação de unicidade de mestre e discípulo desde o remoto passado

Reprodução/Foto-RN176 História ilustrativa de mestre e discípulo do jornal Brasil seikyo

A “parábola da cidade imaginária” é o tema do capítulo 7, do Sutra do Lótus. Narra a história de uma caravana que viaja pelo deserto. Guiado por um único líder, o grupo de viajantes enfrenta uma longa e difícil jornada rumo a uma terra de tesouros.

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Ao longo do caminho, contudo, sofrendo privações, os componentes da caravana vão perdendo a motivação. A rica terra tão almejada parece cada vez mais difícil de alcançar, até que finalmente eles dizem ao condutor que não podem mais continuar a jornada. Mas, se retornassem, todos os seus esforços até aquele ponto teriam sido em vão.

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Observando o aspecto abatido deles, o líder usa seus poderes místicos para criar uma grande cidade e os encoraja a continuar, dizendo-lhes que, quando entrassem nela, poderiam desfrutar, enfim, paz e tranquilidade. Ao ouvirem isso, eles se alegram e seguem para a cidade, onde descansam o corpo completamente exausto e recuperam as forças.

Reprodução/Foto-RN176 História ilustrativa de mestre e discípulo do jornal Brasil seikyo

Ao ver que os integrantes da caravana haviam recobrado o ânimo, o líder faz a cidade desaparecer. Então, diz a eles que a cidade era, na verdade, uma ilusão que havia criado para que descansassem. Ele esclareceu que seu verdadeiro destino, a terra de tesouros, estava próximo e que não poderiam desistir, pois tinham chegado tão longe. E assim conduziu a caravana até a terra de tesouros.

Reprodução/Foto-RN176 História ilustrativa de mestre e discípulo do jornal Brasil seikyo

A “parábola da cidade imaginária” ensina o conceito da profunda ligação existente entre mestre e discípulo desde o remoto passado: “As pessoas que ouviram a Lei habitaram aqui e ali, em várias terras do buda, e constantemente renasceram em companhia de seus mestres”.1

Essa relação cármica, baseada no conceito de “causas e condições” (causa profundamente arraigada, condição, origem etc.), faz com que despertemos para a verdade; ou seja, para nossa verdadeira missão: “Por que nasci neste mundo?”; “O que preciso para me realizar na vida?”.

Reprodução/Foto-RN176 História ilustrativa de mestre e discípulo do jornal Brasil seikyo

Por meio da parábola, o buda Shakyamuni explica a seus ouvintes (discípulos) que vem instruindo incansável e incessantemente desde o remoto passado, de forma que eles despertem para a verdade, isto é, que, em essência, compreendam a aspiração original — a natureza de buda — nas profundezas do ser.

Essa verdade nada mais é que o desejo de atingir uma condição insuperável de iluminação e de conduzir todos os seres à felicidade. A natureza de buda é inata e todas as pessoas a possuem. Em outras palavras, trata-se da aspiração pela felicidade de si e dos outros. Assim, em algum nível interior, conseguimos compreender essa aspiração, mas fazer dela a base fundamental da nossa existência, de fato, torna-se extremamente difícil. Isso porque os obstáculos na forma de desejos mundanos, a ignorância, a ambição, o ciúme, o egoísmo e um espírito de divergência nos impedem de realizar essa ação. Daí a necessidade de termos um mestre que nos guie na direção correta.

Reprodução/Foto-RN176 História ilustrativa de mestre e discípulo do jornal Brasil seikyo

Fonte: Brasil Seikyo, ed. 2.008, 24 out. 2009, p. A8.

Nota: 1. Sutra do Lótus, cap. 7, p. 140. Cf. Coletânea dos Escritos de Nichiren Daishonin. São Paulo: Editora Brasil Seikyo, v. I, p. 226, 2020.

Gemini (criada com IA)

FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS