ROTANEWS176 18/07/2026 09:15
RELATO DIRETO DA REDAÇÃO DO JORNAL BRASIL SEIKYO
Os passos seguros da nordestina Ana Júlia pela estrada de uma juventude de valor

Reprodução/Foto-RN176 Ana Júlia posa em João Pessoa, PB, feliz e realizada com suas conquistas: “Cresci na Gakkai, aprendi a voar rumo aos sonhos”
Ser feliz e atuar como um grande valor no local de sua missão. Essa é a escolha de vida de Ana Júlia Carvalho, 23 anos, terceira geração de praticantes do budismo em sua família. Cresceu no Nordeste desde o seu primeiro ano, e transformou cada mudança de país em uma oportunidade de crescimento, sempre sustentada pela prática do budismo na Soka Gakkai.
Em 2018, aos 15 anos, mudou-se com a família para o Chile. A decisão, motivada pelo trabalho do pai e pelo desejo de vivenciar outra cultura, marcou profundamente sua vida. Ainda tímida e iniciando o ensino médio, encontrou nas relações internacionais, nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e nas Propostas de Paz do presidente Ikeda um ideal que passaria a orientar seus sonhos.
Fortalecida pela prática budista, adaptou-se rapidamente ao novo país, fez amigos e aprendeu o espanhol. Ao acompanhar os movimentos sociais chilenos, compreendeu que a transformação da sociedade começa pela revolução humana e que o budismo existe para isso. “Todo o meu interesse pelas relações internacionais, pelos direitos humanos e pelas Propostas de Pazdo sensei ganhou um sentido real. Decidi que queria pôr esses ideais em prática na sociedade”, recorda-se.
Uma decisão, um passo concreto. Em 2020, realizou seu primeiro shakubuku ao compartilhar a prática do Nam-myoho-renge-kyo com um amigo do colégio que havia perdido a esperança no futuro. “O que abriu a porta não foi nada do que eu disse a ele, mas a mudança que observou em mim”, relembra Ana.
Com dedicação firme e sincera na prática budista, esse jovem se desenvolveu, e atualmente é responsável nacional pela Divisão dos Estudantes do Chile e recentemente participou de atividades no Japão representando a juventude chilena. “Ver a transformação dele é uma das maiores alegrias da minha vida na fé”, afirma.

Reprodução/Foto-RN176 Com a família, unida sempre
Desafios são oportunidades
Durante a pandemia, Ana aprofundou os estudos sobre as Nações Unidas e sobre a filosofia humanística de Ikeda sensei. Também utilizou seu talento para o desenho na criação de mensagens de paz. Na organização, representou o Chile em uma reunião mundial dos jovens realizada no Japão e, no ano seguinte, assumiu a liderança da Divisão dos Estudantes do país.
Em 2021, uma série de acontecimentos respondeu aos objetivos que havia registrado em sua oração: conquistou o domínio do inglês e conseguiu seu primeiro trabalho. No fim de 2022, a família mudou-se para Ushuaia, na Argentina. Ali, cursou um semestre de ciências políticas e realizou mais um shakubuku, desta vez para um universitário que admirava o trabalho de Ikeda sensei. O jovem Leonardo recebeu o Gohonzon no ano seguinte.

Reprodução/Foto-RN176 Com o amigo Leonardo, de vermelho, um dos seus shakubuku realizado no exterior
Depois, a família estabeleceu-se em Buenos Aires. Ana finalmente ingressou na graduação em relações internacionais e voltou a integrar a banda da qual participava desde a infância.
No fim de 2024, por questões familiares, retornou ao Brasil, fixando residência em João Pessoa, na Paraíba. Embora tenha ficado triste por recomeçar a graduação após tantas mudanças, sentiu-se motivada ao desfilar com a Asas da Paz Kotekitai do Brasil, em Caicó, no Rio Grande do Norte. Reacendeu a chama da missão. “Ao darmos mais um passo, o caminho se abre, como sensei sempre orienta.”

Reprodução/Foto-RN176 apresentando-se em atividade local
E as respostas não tardaram. Recebeu um convite para trabalhar remotamente em uma empresa do Paraguai. Logo depois, surgiu uma oportunidade na Universidade Federal da Paraíba: integrar um projeto de diplomacia energética voltado para a América Latina e o Caribe. Hoje, Ana atua como interlocutora nessa área, e integra o Grupo de Estudos sobre Segurança Energética da UFPB, colaborando com pesquisadores de diferentes países. “Tudo isso abriu meus olhos para meu próprio potencial, graças à força da oração e da ação em prol das pessoas”, destaca.
Também segue ativa na organização. Foi nomeada vice-responsável pelo Distrito Beira Mar, em João Pessoa. Determinada a avançar junto com a juventude local, intensificou seus esforços em prol do kosen-rufu, com sucessivas vitórias na Liga Monarca.
Chubu, aí vamos nós!
A maior honra é ter sido escolhida como uma das representantes brasileiras para participar do Kenshukai de Chubu, no Japão, em dezembro de 2026. “Quero me dedicar de corpo e alma para representar dignamente.” A viagem carrega um significado especial: uma homenagem à avó materna, pioneira da prática budista na família. Mulher simples e de profunda fé, ela sonhava conhecer o Japão, mas faleceu aos 50 anos sem realizar esse desejo. “Vou com a minha avó no coração, feliz por estarmos, enfim, seguindo juntas ao encontro do nosso mestre”, emociona-se.
Ao olhar para sua trajetória, Ana expressa profunda gratidão à família, aos companheiros jovens com quem compartilha sua missão. Com renovada determinação, faz um compromisso ao Mestre: “Conte ainda mais comigo! Sensei, o kosen-rufu é a minha vida!”.
O desenho que virou missão

Reprodução/Foto-RN176 Desenho de ilustração da matéria
Aos 7 anos, Ana emocionou-se ao ver um de seus desenhos publicado na RDez, da então Divisão dos Estudantes da BSGI. Anos mais tarde, recebeu um convite para criar a logomarca comemorativa dos trinta anos da divisão. “Foi uma alegria ainda maior do que a daquela menina de 7 anos. A Soka Gakkai nos oferece oportunidades inimagináveis para crescer e nos forjar como pessoas de valor.”
Ana Júlia Carvalho Borges, 23 anos. Graduanda em relações internacionais. Na BSGI, atua como vice-responsável pela Juventude Soka do Distrito Beira-Mar, Sub. Nordeste 1, CRE Leste, CGRE.
FONTE: JORNAL BRASIL SEIKYO=JBS


















